USO DA BOLSA DE COLOSTOMIA POR ALUNAS DE ESTOMATERAPIA: UMA VIVÊNCIA EMPÁTICA NA PERSPECTIVA DO PACIENTE
DOI:
https://doi.org/10.56238/bocav25n78-016Palavras-chave:
Estomaterapia, Estomia, Educação em Saúde, Relato de ExperiênciaResumo
INTRODUÇÃO: Este relato de experiência descreve a vivência de alunas de uma optativa em Estomaterapia que utilizaram bolsas de colostomia de forma simulada. O uso da bolsa coletora exige mudanças importantes na rotina, podendo gerar impactos físicos, sociais e psicológicos. Nesse contexto, o profissional estomaterapeuta desempenha papel fundamental não apenas no cuidado técnico, mas também no apoio emocional e na promoção da autonomia do paciente. OBJETIVOS: Ampliar a compreensão empática sobre os desafios enfrentados por pessoas ostomizadas por meio de uma vivência prática, sensibilizando as alunas para a importância de um cuidado integral e humanizado, que considere também os aspectos emocionais e sociais do paciente. MÉTODOS: A atividade foi desenvolvida por alunas da optativa em Estomaterapia, que se dispuseram a utilizar bolsas de colostomia, aderidas à pele, durante 24 horas. A proposta foi acompanhada por momentos de reflexão individual e coletiva, nos quais as participantes relataram suas percepções e sentimentos ao longo da experiência. RESULTADOS: Durante a vivência, as alunas relataram diferentes desconfortos físicos, como sensação de peso abdominal, limitações para a movimentação, incômodo ao dormir, além do desprendimento da bolsa. Algumas participantes também observaram leve irritação cutânea e sudorese na região da base adesiva. No aspecto emocional, emergiram sentimentos de vergonha, insegurança e constrangimento, sobretudo em situações públicas ou de contato social mais próximo, mostrando que o desconforto não está apenas ligado ao dispositivo em si, mas, muitas vezes, ao olhar do outro e julgamento social que pessoas ostomizadas enfrentam diariamente. As alunas passaram a entender melhor como a bolsa pode afetar não só o corpo, mas também a autoestima e a vida social dos pacientes. CONCLUSÃO: A vivência aproximou as alunas da realidade dos pacientes estomizados, permitindo reconhecer dimensões físicas, emocionais e sociais do cuidado. A proposta mostrou-se eficaz como estratégia educativa, promovendo empatia e fortalecendo uma prática mais sensível, humana e alinhada aos princípios do cuidado integral.
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