USO DA BOLSA DE COLOSTOMIA POR ALUNAS DE ESTOMATERAPIA: UMA VIVÊNCIA EMPÁTICA NA PERSPECTIVA DO PACIENTE

Autores

  • Giovanna Borges de Paula
  • Maria Vitória da Silva Vieira
  • Isabela Mendonça Spina
  • Ana Luisa Dias Barbosa
  • Melissa Retori Cunha
  • Julia Garcia Costa Lima de Oliveira
  • Letícia Fernandes Rancanti
  • Maria Vitória Lima Matos Luiz
  • Graziele Stela Novais
  • Silvana Cristina Santos Oliveira
  • Marcelly Alves Reis
  • Maria Clara Salomão e Silva Guimarães

DOI:

https://doi.org/10.56238/bocav25n78-016

Palavras-chave:

Estomaterapia, Estomia, Educação em Saúde, Relato de Experiência

Resumo

INTRODUÇÃO: Este relato de experiência descreve a vivência de alunas de uma optativa em Estomaterapia que utilizaram bolsas de colostomia de forma simulada. O uso da bolsa coletora exige mudanças importantes na rotina, podendo gerar impactos físicos, sociais e psicológicos. Nesse contexto, o profissional estomaterapeuta desempenha papel fundamental não apenas no cuidado técnico, mas também no apoio emocional e na promoção da autonomia do paciente. OBJETIVOS: Ampliar a compreensão empática sobre os desafios enfrentados por pessoas ostomizadas por meio de uma vivência prática, sensibilizando as alunas para a importância de um cuidado integral e humanizado, que considere também os aspectos emocionais e sociais do paciente. MÉTODOS: A atividade foi desenvolvida por alunas da optativa em Estomaterapia, que se dispuseram a utilizar bolsas de colostomia, aderidas à pele, durante 24 horas. A proposta foi acompanhada por momentos de reflexão individual e coletiva, nos quais as participantes relataram suas percepções e sentimentos ao longo da experiência. RESULTADOS: Durante a vivência, as alunas relataram diferentes desconfortos físicos, como sensação de peso abdominal, limitações para a movimentação, incômodo ao dormir, além do desprendimento da bolsa. Algumas participantes também observaram leve irritação cutânea e sudorese na região da base adesiva. No aspecto emocional, emergiram sentimentos de vergonha, insegurança e constrangimento, sobretudo em situações públicas ou de contato social mais próximo, mostrando que o desconforto não está apenas ligado ao dispositivo em si, mas, muitas vezes, ao olhar do outro e julgamento social que pessoas ostomizadas enfrentam diariamente. As alunas passaram a entender melhor como a bolsa pode afetar não só o corpo, mas também a autoestima e a vida social dos pacientes. CONCLUSÃO: A vivência aproximou as alunas da realidade dos pacientes estomizados, permitindo reconhecer dimensões físicas, emocionais e sociais do cuidado. A proposta mostrou-se eficaz como estratégia educativa, promovendo empatia e fortalecendo uma prática mais sensível, humana e alinhada aos princípios do cuidado integral.

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Publicado

2026-05-14

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

USO DA BOLSA DE COLOSTOMIA POR ALUNAS DE ESTOMATERAPIA: UMA VIVÊNCIA EMPÁTICA NA PERSPECTIVA DO PACIENTE. Boletim de Conjuntura (BOCA), Boa Vista, v. 25, n. 78, p. e8247 , 2026. DOI: 10.56238/bocav25n78-016. Disponível em: https://revistaboletimconjuntura.com.br/boca/article/view/8247. Acesso em: 9 jun. 2026.