DESIGN INCLUSIVO APLICADO À EDUCAÇÃO DIGITAL PARA CRIANÇAS COM TEA: EFEITOS NA USABILIDADE
DOI:
https://doi.org/10.56238/bocav25n79-007Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista, Ensino de Matemática, Tecnologias Educacionais, Design Inclusivo, UsabilidadeResumo
Este trabalho tem como objetivo analisar comparativamente aplicativos educacionais voltados ao ensino de Matemática para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com foco na adequação das interfaces às necessidades específicas desse público. Considerando as dificuldades associadas ao processo de aprendizagem no contexto do TEA, especialmente no que se refere à atenção, processamento sensorial e compreensão de informações abstratas, destaca-se a importância do uso de tecnologias digitais estruturadas e acessíveis. O trabalho caracteriza-se como um estudo analítico de abordagem qualitativa e quantitativa, fundamentado no modelo GAIA (Guidelines for Autism-Inclusive Applications), que estabelece diretrizes para o desenvolvimento de aplicações inclusivas. Foram selecionados dois aplicativos: LogicLike e AutiSpark, ambos voltados ao desenvolvimento de habilidades cognitivas e matemáticas na infância, porém com propostas distintas: enquanto o primeiro apresenta uma abordagem generalista, o segundo é desenvolvido especificamente para crianças com TEA. A análise foi realizada com base em critérios de usabilidade, acessibilidade, controle de estímulos, navegabilidade, personalização e resposta às ações do usuário. Os resultados esperados indicam que aplicativos desenvolvidos de maneira direcionada ao design inclusivo apresentam maior adequação às necessidades do público autista, contribuindo para uma experiência de aprendizagem mais eficaz, acessível e engajadora. Assim, o estudo reforça a importância da incorporação de diretrizes inclusivas no desenvolvimento de tecnologias educacionais.
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