MARCOS LEGAIS E POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE HISTÓRICA À LUZ DA TEORIA CRÍTICA

Autores

  • Gilmara Flora de Queiroz Xavier
  • Daniel Queiroz Xavier da Silva
  • Luciana Silva dos Santos
  • Adriana Karla Sousa de Aguiar Barbosa
  • Janine Marta Coelho Rodrigues

DOI:

https://doi.org/10.56238/bocav25n74-024

Palavras-chave:

Educação Especial, Trajetória Histórica, Marcos Legais, Políticas Educacionais, Teoria Crítica

Resumo

É proposto aqui, um estudo da trajetória histórica dos marcos legais e políticas de Educação Especial no Brasil, que vão desde os normativos, aos principais desafios enfrentados no processo de escolarização e inclusão da pessoa com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Foi utilizado como fundamentação teórico-metodológica nesse artigo a Teoria Crítica, ao adotarmos essa concepção consideramos a relevância da crítica frente as nossas análises. De natureza bibliográfica, as discussões se direcionam para a compreensão da educação e sociedade, com foco nas contribuições epistemológicas do pensamento pedagógico da Teoria Crítica, destacando Freitag (1986), Adorno (1997) e Giroux (1986). Cuja análise e discussões, se direcionam para o cenário atual da educação brasileira. Diante dos achados, constatou-se que a Teoria Crítica oferece lentes para uma análise profunda e engajada da história da educação especial no Brasil, focando nas relações de poder, nas raízes históricas da exclusão e na busca por uma educação verdadeiramente inclusiva e emancipatória.  Ela permite entender que a escola é um reflexo da sociedade em que está inserida. É preciso uma maior efetivação de políticas públicas educacionais por parte do Estado, almejando atingir a equidade de direitos e as oportunidades no tocante ao acesso e à permanência na escola.

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Publicado

2026-01-12

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

MARCOS LEGAIS E POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE HISTÓRICA À LUZ DA TEORIA CRÍTICA. Boletim de Conjuntura (BOCA), Boa Vista, v. 25, n. 74, p. e8102, 2026. DOI: 10.56238/bocav25n74-024. Disponível em: https://revistaboletimconjuntura.com.br/boca/article/view/8102. Acesso em: 29 jan. 2026.