EM DEFESA DE UMA EDUCAÇÃO ESTÉTICA COMO ÉTICA DO ENSINAR E DO APRENDER EM ESPAÇOS ESCOLARES

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.8084384

Palavras-chave:

Atividades de Criação, Educação Estética, Educação Formal

Resumo

A proposta desse ensaio é organizar saberes em defesa da adoção da educação estética como uma modalidade de educação formal que perpasse todas as disciplinas escolares independente de seu objeto de estudo e metodologia de trabalho. Defende-se o conceito de educação estética à luz da teoria histórico-cultural de Vigotski (1896-1934), entendendo a experiência estética como uma outra forma de compreender e de se relacionar com o mundo, unindo o saber científico ao saber viver. Trata-se de um trabalho de revisão/revisitação das principais obras de Vigotski que aproximam a experiência estética do fazer pedagógico instrucional, são elas Psicologia Pedagógica, Psicologia da Arte e Imaginação e Criação na Infância. Nas palavras desse autor, a pedagogia tem se apropriado da estética para fins alheios à arte e tal situação tem comprometido o real entendimento do “fazer estético” dentro do ambiente escolar. Compreende-se a educação estética como um conjunto de experiências educativas intencionalmente organizadas com o propósito de estimular vivências atravessadas pelas dimensões afetivas de percepção, expressão e criação artísticas. Nesse sentido, pensar a educação formal sob o prisma dessa modalidade de educação é oportunizar atividades de criação e fruição artísticas em comunhão com as atividades acadêmicas e com os objetivos de aprendizagens em todas as etapas da educação formal. Defende-se uma educação estética que ressalte todas as possibilidades de criação do estudante, que valorize todo seu repertorio de experiência, suas manifestações afetivas, proporcionando reflexões sobre “ser” no social, na cultura, no mundo.

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Publicado

2023-06-29

Edição

Seção

Ensaios

Como Citar

EM DEFESA DE UMA EDUCAÇÃO ESTÉTICA COMO ÉTICA DO ENSINAR E DO APRENDER EM ESPAÇOS ESCOLARES. Boletim de Conjuntura (BOCA), Boa Vista, v. 14, n. 42, p. 495–505, 2023. DOI: 10.5281/zenodo.8084384. Disponível em: https://revistaboletimconjuntura.com.br/boca/article/view/1551. Acesso em: 29 jan. 2026.