DIREITO AO ESQUECIMENTO EM TEMPOS DE HIPEREXPOSIÇÃO DIGITAL: LIMITES E POSSIBILIDADES NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO
DOI:
https://doi.org/10.56238/bocav24n73-010Palabras clave:
Direito ao Esquecimento, Proteção de Dados Pessoais, Liberdade de Expressão, Autodeterminação InformativaResumen
O direito ao esquecimento emerge como instituto jurídico contemporâneo que desafia os fundamentos tradicionais da proteção à privacidade em contextos de hiperexposição digital. Este estudo analisa os limites e as possibilidades do direito ao esquecimento no ordenamento jurídico brasileiro, considerando tensões entre proteção de dados pessoais, liberdade de expressão e direito à informação. A pesquisa caracteriza-se como exploratória de abordagem qualitativa, fundamentada em análise bibliográfica e jurisprudencial de fontes especializadas, publicadas entre 2019 e 2025. Os resultados evidenciam que o direito ao esquecimento encontra-se em processo de consolidação, caracterizado por avanços normativos significativos, especialmente com a Lei Geral de Proteção de Dados, mas também por lacunas e contradições jurisprudenciais. A jurisprudência dos tribunais superiores apresenta oscilações quanto ao reconhecimento e à extensão do instituto, priorizando a liberdade de expressão em casos envolvendo fatos de interesse público. Conclui-se que a efetivação do direito ao esquecimento exige abordagens casuísticas, critérios de ponderação sofisticados e cooperação internacional para superar desafios técnicos e jurídicos.
Referencias
AQUINO, E. Direitos autorais na era do streaming: desafios e perspectivas para a propriedade intelectual. Contribuciones a las Ciencias Sociales, v. 18, n. 1, e14875, 2025. DOI: https://doi.org/10.55905/revconv.18n.1-350. DOI: https://doi.org/10.55905/revconv.18n.1-350
ARAÚJO, L.; ROCHA, L. A tutela da privacidade na Suprema Corte norte-americana e no Tribunal Constitucional Federal Alemão: perspectivas para um diálogo constitucional transfronteiriço. Revista Quaestio Iuris, v. 15, n. 1, p. 171-196, 2022. DOI: https://doi.org/10.12957/rqi.2022.56103. DOI: https://doi.org/10.12957/rqi.2022.56103
BIDINOTTO, V.; MARTINS, R. O precedente judicial como ferramenta de combate à padronização decisória no novo Código de Processo Civil. Revista da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Uberlândia, v. 49, n. 2, p. 391-407, 2022. DOI: https://doi.org/10.14393/rfadir-v49n2a2021-53264. DOI: https://doi.org/10.14393/RFADIR-v49n2a2021-53264
BORDINI, H.; OLIVEIRA, J. Os direitos da personalidade post mortem e a doação de órgãos. Themis Revista Jurídica, v. 5, n. 10, p. 177-205, 2025. DOI: https://doi.org/10.55386/7xnba629. DOI: https://doi.org/10.55386/7xnba629
BORGES, A.; JACOBUCCI, F. Supralegalidade dos tratados internacionais de direitos humanos em perspectiva. Revista de Ciências do Estado, v. 6, n. 2, p. 1-20, 2021. DOI: https://doi.org/10.35699/2525-8036.2021.29234. DOI: https://doi.org/10.35699/2525-8036.2021.29234
CARVALHO, L.; OLIVEIRA, J.; SANTORO, F.; CAPPELLI, C. Social Network Analysis, Ethics and LGPD, considerations in research. iSys: Brazilian Journal of Information Systems, v. 14, n. 2, p. 28-52, 2021. DOI: https://doi.org/10.5753/isys.2021.1235. DOI: https://doi.org/10.5753/isys.2021.1235
FABRES, B.; TONACIO, C. Herança digital: o futuro no passado. Revista Foco, v. 18, n. 4, e8331, 2025. DOI: https://doi.org/10.54751/revistafoco.v18n4-116. DOI: https://doi.org/10.54751/revistafoco.v18n4-116
FLORES, I.; MARQUES, S. Controle de convencionalidade no Brasil: o status dos tratados em matéria ambiental. Academia de Direito, v. 6, p. 2358-2381, 2024. DOI: https://doi.org/10.24302/acaddir.v6.4990. DOI: https://doi.org/10.24302/acaddir.v6.4990
JUNIOR, A. Fontes formais dos direitos fundamentais no sistema jurídico brasileiro. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 11, n. 10, p. 5768-5785, 2025. DOI: https://doi.org/10.51891/rease.v11i10.21853. DOI: https://doi.org/10.51891/rease.v11i10.21853
LOPES, F.; SANTANA, A. Liberdade de expressão e jornalismo. Revista Interdisciplinar de Direitos Humanos, v. 10, n. 2, p. 181-198, 2022. DOI: https://doi.org/10.5016/ridh.v10i2.144. DOI: https://doi.org/10.5016/ridh.v10i2.144
MARQUES, M. Controle interno de convencionalidade: uma análise crítica sobre os avanços, limites e desafios à aplicação do instituto no Brasil. Revista Direito Estado e Sociedade, [s. l.], [s. n.], 2021. DOI: https://doi.org/10.17808/des.0.1623. DOI: https://doi.org/10.17808/des.0.1623
MELO, M. O direito à autodeterminação informativa no Brasil: entre a promessa constitucional e a prática regulatória. Contribuciones a las Ciencias Sociales, v. 18, n. 5, e18018, 2025. DOI: https://doi.org/10.55905/revconv.18n.5-272. DOI: https://doi.org/10.55905/revconv.18n.5-272
MORAES, G. Constitucionalismo brasileiro: passado, presente e futuro da Constituição cidadã. Revista Interdisciplinar do Direito – Faculdade de Direito de Valença, v. 20, n. 2, e20222007, 2022. DOI: https://doi.org/10.24859/rid.2022v20n2.1379. DOI: https://doi.org/10.24859/RID.2022v20n2.1379
NETO, A.; BOAS, G.; ALENCAR, A. O impacto da fusão entre a lei e a tecnologia no avanço de um sistema judicial brasileiro inteligente com utilização de inteligência artificial. Revista Brasileira de Direito, v. 20, n. 1, p. 5020, 2024. DOI: https://doi.org/10.18256/2238-0604.2024.v20i1.5020. DOI: https://doi.org/10.18256/2238-0604.2024.v20i1.5020
NORONHA, H. A horizontalização dos direitos fundamentais: o posicionamento do Poder Judiciário Brasileiro, a partir da colisão de direitos nas relações jurídico-privadas. Revista Cidadania e Acesso à Justiça, v. 5, n. 2, p. 56-77, 2019. DOI: https://doi.org/10.26668/indexlawjournals/2526-026x/2019.v5i2.5860. DOI: https://doi.org/10.26668/IndexLawJournals/2526-026X/2019.v5i2.5860
PEREIRA, T. Sistema de precedentes judiciais adotado no Código de Processo Civil de 2015. Revista da Emeron, n. 25, p. 292-316, 2019. DOI: https://doi.org/10.62009/emeron.2764.9679n25/2019/207/p292-316. DOI: https://doi.org/10.62009/Emeron.2764.9679n25/2019/207/p292-316
SILVESTRE, G.; BORGES, C.; BENEVIDES, N. The procedural protection of data de-indexing in internet search engines: the effectiveness in Brazil of the so-called “right to be forgotten” against media companies. Revista Jurídica, v. 1, n. 54, p. 25, 2019. DOI: https://doi.org/10.21902/revistajur.2316-753x.v1i54.3299. DOI: https://doi.org/10.21902/revistajur.2316-753X.v1i54.3299
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Dayse Coelho de Almeida, Eduardo Digiácomo

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Copyright (c). Boletim de Coyuntura (BOCA)
Este obra está bajo una licencia de Creative Commons Reconocimiento 4.0 Internacional.