LINGUISTIC POLICIES FOR LANGUAGE PROTECTION IN THE STATE OF AMAZONAS, BRAZIL

Authors

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.14061231

Keywords:

Indigenous Languages – Amazonas, Indigenous School Education, Language Policies, Law n. 6.303/2023

Abstract

The aim of this article is to reflect on the language policy of the state of Amazonas and public educational policies aimed at guaranteeing the protection of indigenous languages in Amazonas, based on a discussion of the implications and prospects of State Law No. 6.303/2023, which provides for the recognition of indigenous languages spoken in the state of Amazonas as intangible cultural heritage, establishes the co-officialization of sixteen indigenous languages and institutes the State Policy for the Protection of Indigenous Languages of the State of Amazonas. From a methodological point of view, this is a literature review and documentary research, with qualitative data analysis, so that the data sources for this study included academic literature, government and institutional documents, which deal directly with language policies, indigenous school education and State Law No. 6.303/2023. It was observed that there is still no full guarantee of the protection of indigenous languages through language planning for indigenous school education, despite the creation of State Law No. 6.303/2023 in Amazonas, which still represents the beginning of progress in terms of public policies. However, it can be concluded that, despite advances in indigenous language policy with protection actions, the practical implementation of these policies faces obstacles that include bureaucracy, lack of financial resources and the need for greater involvement of indigenous communities.

References

AMAZONAS. Decreto n. 6.303, de 19 de julho de 2023. Manaus: Assembleia Legislativa, 2023. Disponível em: . Acesso em: 27/10/2024.

AVELINO, W. F.; CORREA, A. C.; DEPS MIGUEL, K. C. “A Escola como espaço de aprendizagem: Implicações para as Políticas Educacionais”. Boletim de Conjuntura (BOCA), vol. 9, n. 25, 2022.

BANIWA, G. S. L. “Educação escolar indígena e interculturalidade: um debate a partir do movimento indígena no Brasil”. Revista Brasileira de Educação, vol. 16, n. 47, 2011.

BARKASKAS, P.; GLADWIN, D. “Pedagogical Talking Circles: Decolonizing Education through Relational Indigenous Frameworks”. Journal of Teaching and Learning, vol. 15, n. 1, 2021.

BERGAMASCHI, M. A. “Educação escolar indígena: um modo próprio de recriar a escola nas aldeias guarani”. Cadernos Cedes, vol. 27, n. 72, 2007.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: Ministério da Educação, 2018. Disponível em: . Acesso em: 02/09/2024.

BRASIL. Constituição da República Federativo do Brasil. Brasília: Planalto, 1988. Disponível em: : Acesso em: 10/07/2024.

BRASIL. Lei n. 11.645, de 10 de março de 2008. Brasília: Planalto, 2008. Disponível em: : Acesso em: 10/07/2024.

BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Brasília: Planalto, 1996. Disponível em: : Acesso em: 10/07/2024.

BRASIL. Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas. Brasília: Ministério da Educação, 1998. Disponível em Acesso em: 10/07/2024.

BROSTOLIN, M. R. “Da política linguística à língua indígena na escola”. Tellus, vol. 3, n. 4, 2003.

CALVET, L. J. Pour une écologie des langues du monde. Paris: Plon, 2002.

CNE - Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CEB n. 4, de 13 de julho de 2010. Brasília: Conselho Nacional de Educação, 2010. Disponível em: . Acesso em: 02/09/2024.

CUNHA, R. B. “Políticas de línguas e educação escolar indígena no Brasil”. Educar em Revista, vol. 32, n. 32, 2009.

DURAZZO, L.; COSTA, F. V. F. “Línguas indígenas no Nordeste brasileiro: esboço político-linguístico de seus processos de valorização”. Revista del CESLA - International Latin American Studies Review, vol. 30, 2022.

FISHMAN, J. A. Language and Nationalism: Two Integrative Essays. Rowley: Newbury House, 1972.

FISHMAN, J. A. Reversing Language Shift: Theoretical and Empirical Foundations of Assistance to Threatened Languages. London: Multilingual Matters, 1991.

FITZSIMMONS-DOOLAN, S. “Language policy in the public sphere: a social and interdisciplinary perspective”. In: MAY, S.; HORNBERGER, N. (eds.). Language policy and political issues in education. London: Springer, 2019.

FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa. Petrópolis: Editora Paz e Terra, 1996.

HAMEL, R. E. “Políticas de linguagem na América Latina”. In: HAMEL, R. Linguística Aplicada na América Latina. Campinas: Editora Pontes, 1993.

HORNBERGER, N. H. Continua of Biliteracy: An Ecological Framework for Educational Policy, Research, and Practice in Multilingual Settings. London: Multilingual Matters, 2008.

HORNBERGER, N. H. “Frameworks and Models in Language Policy and Planning”. In: RICENTO, T. (ed.). An Introduction to Language Policy: Theory and Method. Oxford: Blackwell, 2006.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico de 2010. Rio de Janeiro: IBGE, 2010. Disponível em: . Acesso em: 10/07/2024.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico de 2022. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. Disponível em: . Acesso em: 10/07/2024.

JIMÉNEZ-NARANJO, Y.; MENDOZA-ZUANY, R. G. “Indigenous Education in Mexico: an Evaluation of Comprehensive, Qualitative and Participative Public Policy”. LiminaR, vol. 14, n. 1, 2016.

KRENAK, A. “Retomar a História, Atualizar a Memória, Continuar a Luta”. In: DORRICO, J. et al. (orgs.). Literatura Indígena Brasileira Contemporânea: criação, critica e recepção. Porto Alegre: Editora Fi, 2018.

LIBERATO, R. S. B. Comunicação, saberes e sabores: estratégias de sobrevivência e práticas de bem viver na aldeia Cinta Vermelha-Jundiba (Tese de Doutorado em Educação). São Cristovão: UFS, 2018.

LIMA, A. S. L.; MARTINS, S. A. “A situação das línguas indígenas no município de Manaus”. Tellus, vol. 18, n. 35, 2018.

LINHARES, A. C. L. et al. “Cotas na educação para quem? A política de ação afirmativa de reserva de vagas numa Universidade Federal no sul do Brasil”. Boletim de Conjuntura (BOCA), vol. 14, n. 41, 2023.

LUCIANO, G. S. “Língua, educação e interculturalidade na perspectiva indígena”. Revista Educação Pública, vol. 26, n. 62, 2017.

LUCIANO, G.S. O índio brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje. Brasília: SECADI, 2006.

MCCARTY, T.; ERICKSON, F. “Anthropology and Education”. Oxford University [2023]. Disponível em: . Acesso em: 31/09/2024.

MEUNIER, O. “Inter/transculturalidade na Amazônia: educação bilíngue intercultural entre os baniwa-coripaco”. Revista Amazônida, vol. 6, n. 1, 2021.

MUNHÓS, L. V. A.; URQUIZA, A. H. A. “Direitos culturais fundamentais dos povos indígenas: Do multiculturalismo à interculturalidade”. Revista Direitos Culturais, vol. 16, n. 40, 2021.

NEE-BENHAM, M. K. P. Indigenous educational models for contemporary practice: In our mother’s voice. London: Routledge, 2008.

ONU - Organização das Nações Unidas. “State of the world's indigenous peoples. Education”. ONU [2024]. Disponível em: . Acesso em: 31/07/2024.

PAULA, E. D.; TAPIRAPÉ, J. X. “Revitalização de línguas indígenas no Brasil: o caso dos Apyãwa”. Revista Linguística, vol. 13, n. 1, 2017.

PEREIRA, A. S. M. et al. “Educação Indígena: o que se tem pesquisado?” Debates em Educação, vol. 16, n. 38, 2024.

PEREIRA, L. B. et al. “A educação como prática de cultura na Amazônia”. Research, Society and Development, vol. 10, n. 3, 2021.

RODRIGUES, A. D. “Biodiversidade e diversidade etnolinguística na Amazônia”. Ecolinguística: Revista Brasileira de Ecologia e Linguagem, vol. 1, n. 1, 2015.

RODRIGUES, G. C. L. “Quando a escola é uma flexa: Educação Escolar Indígena e Territorialização na Amazônia”. Revista Exitus, vol. 8, n. 3, 2018.

ROUSSEAU, S.; DARGENT, E. “The construction of indigenous language rights in Peru: a language regime approach”. Journal of Politics in Latin America, vol. 11, 2019.

SANTOS, J. N. Políticas Linguísticas e Docência Indígena no estado do Amazonas (Tese de Doutorado em Letras). Belém: UFPA, 2021.

SIMAS, H. C. P. “As línguas indígenas do Brasil uma proposta de planejamento linguístico”. Grial, vol. 2, 2023.

SIMAS, H. C. P. et al. “O Ensino da Língua Nheengatu em Aldeias Urbanas de Manaus”. Revista de Políticas Públicas, vol. 25, n. 1, 2021.

SPOLSKY, B. Language Policy. Cambridge: Cambridge University Press, 2004.

STROBL, T. J.; ARRUDA, D. O. “As políticas de ação afirmativa e a presença de pessoas negras no mercado formal de trabalho da região metropolitana do Rio de Janeiro”. Boletim de Conjuntura (BOCA), vol. 15, n. 44, 2023.

UNESCO. Education in a Multilingual World. New York: UNESCO, 2003.

VIEIRA, A. R. L. Política dos territórios etnoeducacionais no Amazonas: perspectiva para efetivação da Educação Escolar Indígena (Tese de Doutorado em Educação). Manaus: UFAM, 2023.

WOLKMER, A. C. et al. Pluralismo jurídico: os novos caminhos da contemporaneidade. São Paulo: Editora Saraiva, 2013.

ZANIN, N. Z.; SILVA, I. M. M.; CRISTOFOLI, M. S. “Espaços Escolares Indígenas no Brasil: políticas, ações e atores envolvidos”. Educação e Realidade, vol. 43, n. 1, 2018.

ZHANG, C.; ZHAO, R.; HUANG, Y. “The framework and features of language policies in global constitutional texts”. Frontiers in Psychology, vol. 13, 2023.

Published

2024-11-13

Issue

Section

Articles

How to Cite

LINGUISTIC POLICIES FOR LANGUAGE PROTECTION IN THE STATE OF AMAZONAS, BRAZIL. Conjuncture Bulletin (BOCA), Boa Vista, v. 20, n. 58, p. 61–83, 2024. DOI: 10.5281/zenodo.14061231. Disponível em: https://revistaboletimconjuntura.com.br/boca/article/view/5891. Acesso em: 17 mar. 2026.