HEMOPARASITOSE EM Cariama cristata – ESTUDO DE CASO

Autores

  • Maria Eduarda Bulhões
  • Thaylla Maria Ferreira
  • João Marcos Liporini
  • Alef Winter Oliveira Alvarenga
  • Caio Rafael Siqueira Vasconcelos
  • Caroline Cristine Ferreira Mazula
  • Gabriele Fernanda Nogueira Minicucci
  • Maysa Barbosa de Almeida

DOI:

https://doi.org/10.56238/bocav25n79-011

Palavras-chave:

Ave Silvestre, Hemosporídeos, Esfregaço-Sanguíneo

Resumo

As hemoparasitoses aviárias são enfermidades causadas por microrganismos, como protozoários e bactérias, transmitidos principalmente por vetores hematófagos, como mosquitos e carrapatos. Entre os principais agentes destacam-se os hemosporídeos dos gêneros Haemoproteus, Plasmodium e Leucocytozoon, capazes de parasitar células sanguíneas e tecidos, aumentando o potencial patogênico. A ampla biodiversidade de aves no Brasil favorece a circulação desses parasitas, especialmente diante das alterações ambientais, fragmentação de habitats e maior proximidade entre áreas urbanas e silvestres. O presente trabalho teve como objetivo relatar um caso de hemoparasitose em uma seriema (Cariama cristata) atendida em hospital veterinário, ressaltando a importância do esfregaço sanguíneo como método diagnóstico rápido e acessível na rotina clínica de animais silvestres. O animal foi resgatado em via pública apresentando apatia, diminuição dos reflexos e incoordenação, com fratura em topografia de tibiotarso direito. Foram realizados hemograma manual e esfregaços sanguíneos corados pelas técnicas de panótico rápido e Leishman. Na análise microscópica observaram-se estruturas intracitoplasmáticas compatíveis com hemoparasitas do gênero Haemoproteus. Os sinais clínicos observados, embora inespecíficos, são compatíveis com infecções hemoparasitárias, especialmente em aves submetidas a estresse. A microscopia óptica mostrou-se eficiente para triagem inicial e identificação morfológica dos parasitas, sendo a coloração de Leishman importante para evidenciar gametócitos e pigmentos maláricos. Entretanto, limitações relacionadas à baixa parasitemia e semelhança morfológica reforçam a necessidade de técnicas complementares, como PCR, para confirmação diagnóstica. Conclui-se que o monitoramento hematológico e parasitológico é essencial para o manejo clínico e conservacionista de aves silvestres, contribuindo para a vigilância epidemiológica e preservação da fauna nativa.

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Publicado

2026-06-05

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

HEMOPARASITOSE EM Cariama cristata – ESTUDO DE CASO. Boletim de Conjuntura (BOCA), Boa Vista, v. 25, n. 79, p. e8277 , 2026. DOI: 10.56238/bocav25n79-011. Disponível em: https://revistaboletimconjuntura.com.br/boca/article/view/8277. Acesso em: 5 jun. 2026.