CONTAMINAÇÃO CONTROLADA DE EVIDÊNCIAS DIGITAIS: PROPOSTA CONCEITUAL E VALIDAÇÃO EXPERIMENTAL EM UM CENÁRIO DE AQUISIÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.56238/bocav25n74-014Palavras-chave:
Computação Forense, Cadeia de Custódia, Preservação de Vestígios, Contaminação Controlada, Validade da Prova DigitalResumo
Este estudo investiga a viabilidade e aplicabilidade do conceito de Contaminação Controlada na computação forense, analisando se a documentação e o isolamento de contaminações em cenários específicos permitem o uso de vestígios digitais sem comprometer sua validade. Fundamentado nas diretrizes internacionais e na legislação nacional vigente, o estudo aborda conceitos relacionados à preservação de vestígios, à cadeia de custódia e à integridade probatória. A metodologia utilizada combina revisão bibliográfica e experimentação prática, analisando estudos sobre a contaminação de vestígios digitais e seus impactos na confiabilidade da prova. O estudo experimental foi realizado em ambiente controlado, simulando um cenário em que dados são transferidos de uma nuvem para um disco rígido, que posteriormente é clonado, permitindo a análise detalhada da rastreabilidade da contaminação por meio de softwares forenses. Os resultados fornecem evidências sobre a possibilidade de manter a validade da prova em cenários específicos, desde que a contaminação seja devidamente documentada e rastreada, permitindo, ainda, uma análise comparativa com os estudos já existentes sobre a cadeia de custódia e a admissibilidade probatória. A pesquisa propõe uma abordagem inovadora que pode redefinir a forma como a contaminação de vestígios digitais é tratada, impactando diretamente as práticas forenses, os treinamentos de peritos e a forma como os tribunais avaliam provas digitais. Além disso, a investigação pode contribuir para a criação de novas diretrizes, dentro dos limites legais, permitindo que certos tipos de vestígios parcialmente contaminados sejam analisados e utilizados em investigações criminais e em processos judiciais. A originalidade deste estudo reside na introdução do conceito de Contaminação Controlada e na demonstração prática de sua viabilidade em cenários específicos, destacando a importância da documentação rigorosa para a confiabilidade das provas digitais. O estudo busca ampliar as diretrizes da cadeia de custódia e avançar metodologicamente na computação forense, permitindo um melhor entendimento dos impactos da contaminação e possibilitando a proposta de novos critérios para avaliar a admissibilidade de vestígios digitais em contextos jurídicos.
Referências
Arellano, L. E., & Castañeda, C. M. (2012). La cadena de custodia informático-forense. Revista ACTIVA, (3), 67–81. ISSN 2027-8101
Brasil, E. C. A. (2023). Identificação e análise das ferramentas de computação forense aplicadas em investigações no Brasil [Trabalho de Conclusão de Curso, Bacharelado em Sistemas de Informação, Universidade Federal do Ceará, Campus Quixadá]. Quixadá, Brasil.
Brasil. (2019). Lei n. 13.964, de 24 de dezembro de 2019. Altera o Decreto-Lei n. 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), e a Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), e outras normas. Diário Oficial da União. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/l13964.htm
Cantore, J. A. G. (2014). Cadena de custodia de evidencias. Anales de la Facultad de Ciencias Médicas, 47(1). DOI: https://doi.org/10.15381/anales.v1i0.10681
Carvalho, R. W. R. (2020). A importância da cadeia de custódia na computação forense. Revista Brasileira de Criminologia, 9(2), 134–138. https://doi.org/10.15260/rbc.v9i2.463 DOI: https://doi.org/10.15260/rbc.v9i2.463
Castellanos, B. J. P. (2017). El uso de los métodos deductivo e inductivo para aumentar la eficiencia del procesamiento de adquisición de evidencias digitales. Cuadernos de Contabilidad, 18. DOI: https://doi.org/10.11144/Javeriana.cc18-46.umdi
Grigollo, F. V., & Fernandes, R. F. (2024). Study on the adoption of historical record and chain of custody by Brazilian judicial experts from the collection to the disposal of evidence: A survey questionnaire. Revista de Gestão Social e Ambiental, 18(8), Article e08431. https://doi.org/10.24857/rgsa.v18n8-168 DOI: https://doi.org/10.24857/rgsa.v18n8-168
Grigollo, F. V., & Fernandes, R. F. (2025). Proposal of a conceptual framework to represent the historical record of events in the chain of custody: A doctoral thesis review. Derecho y Cambio Social, 22(80), Article e2660. https://doi.org/10.54899/dcs.v22i80.2660 DOI: https://doi.org/10.54899/dcs.v22i80.2660
Machado, N. T., & cols. (2021). Protocolo de informática forense ante ciberincidentes en telemedicina para preservar información como primera respuesta. Revista Científica General José María Córdova, 19(33), 181–203. https://doi.org/10.21830/19006586.726 DOI: https://doi.org/10.21830/19006586.726
Ministério da Justiça e Segurança Pública (Brasil). (2023). Diagnóstico e proposição de um modelo sobre a cadeia de custódia no Brasil: Estudo preliminar em cinco capitais representantes das cinco regiões brasileiras. MJSP.
Nandhakumar, N. K., Agarwal, U., & Faizal, H. (2012). Use of AFF4 chain of custody - Methodology for foolproof computer forensics operation. International Journal of Communication and Networking System, 1(1), 49–54. ISSN 2278-2427
Poersch, C. G., & Kuntze, G. M. (2010). Modelo de coleta e análise de vestígios em sistemas computacionais. Universidade do Sul de Santa Catarina.
Martínez-Ramírez, D. A., & cols. (2019). Evidência digital focada em unidades de estado sólido (SSD): Uma revisão. Visão Eletrônica, 1, 183–198.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Direitos autorais (c) . 
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.