ACOSO DE GÉNERO Y LA (IN)SUFICIENCIA DE LA RESPUESTA PENAL EN BRASIL: LA JUSTICIA RESTAURATIVA COMO INSTRUMENTO PARA PROTEGER LA INTEGRIDAD PSICOFÍSICA DE LAS MUJERES
DOI:
https://doi.org/10.56238/bocav25n77-005Palabras clave:
Acoso, Violencia de Género, Justicia Restaurativa, Derechos de la Personalidad, Sistema de Justicia PenalResumen
Este artículo analiza el acoso como una forma de violencia de género que compromete la integridad psicofísica de las mujeres. Parte de la premisa de que, si bien la criminalización del acoso reiterado representa un avance en el ordenamiento jurídico brasileño, la respuesta del Estado sigue estando predominantemente orientada por el paradigma penal retributivo, lo que revela limitaciones estructurales para abordar esta forma de violencia, especialmente en lo que respecta a la protección integral de la víctima y la reparación de los daños sufridos. Se trata de un estudio cualitativo, exploratorio-analítico con un enfoque interdisciplinario, desarrollado a partir de una revisión bibliográfica nacional e internacional en las áreas de Derecho, Criminología y Psicología, así como de un análisis documental de datos secundarios extraídos del Foro Brasileño de Seguridad Pública y del Anuario Brasileño de Seguridad Pública (2025). La interpretación de los datos se realizó a la luz de la criminología crítica y la teoría de los derechos de la personalidad, con énfasis en el análisis de las relaciones de poder y las desigualdades estructurales de género. Desde esta perspectiva, se examina el fenómeno del acoso reiterado en sus dimensiones jurídica, social y psicológica, destacando sus impactos en la libertad, la privacidad y la autonomía de la víctima, así como su inserción en las dinámicas estructurales de dominación de género. En este contexto, se problematiza la (in)suficiencia del paradigma penal tradicional, investigando hasta qué punto la justicia restaurativa puede funcionar como un instrumento de política pública capaz de ofrecer respuestas más adecuadas a la protección de la integridad psicofísica de las mujeres, considerando la complejidad de los daños existenciales producidos y las asimetrías de poder inherentes al acoso de género. Se concluye que la justicia restaurativa puede constituir un mecanismo relevante para afrontar el acoso de género, al promover la centralidad de la víctima, la responsabilidad del agresor y la reparación de los daños. Sin embargo, su aplicación requiere criterios rigurosos, especialmente a la luz de las asimetrías de poder que caracterizan las relaciones de género, para evitar la revictimización y la reproducción de las dinámicas de dominación.
Referencias
ALVES, Bianca Zambelli; DE ANTONI, Clarissa. Repercussões Emocionais, Sociais e na Rotina em Mulheres Vítimas de Stalking. Revista de Psicologia da IMED, Passo Fundo, RS, v. 15, n. 1, p. 66–82, 2023. DOI: 10.18256/2175-5027.2023.v15i1.4667. Disponível em: https://seer.atitus.edu.br/index.php/revistapsico/article/view/4667. Acesso em: 11 set. 2025. DOI: https://doi.org/10.18256/2175-5027.2023.v15i1.4667
ÁVILA, Thiago Pierobom de. Justiça restaurativa e violência doméstica: Contribuição ao refinamento das garantias processuais de proteção às mulheres. Cadernos do Programa de Pós-Graduação em Direito – PPGDir./UFRGS, [S. l.], v. 15, n. 2, 2020. DOI: 10.22456/2317-8558.103251. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/ppgdir/article/view/103251. Acesso em: 21 nov. 2025.
BARBOSA, M. M.; BRAGA, R. R. P. Stalking: Uma nova forma do crime de perseguição habitual e implacável sofrido pelas mulheres no Brasil. Mnemosine Revista, 2022, vol. 13, n. 1. Disponível em: file:///C:/Users/user/Downloads/83-Texto%20do%20artigo-159-1-10-20221217.pdf. Acesso em: 10 abr. 2025.
CABREIRO, Ana Patrícia Soveral Albuquerque. Stress pós-traumático e ansiedade em vítimas de violência doméstica e stalking. Universidade Lusíada, Mestrado em Psicologia Clínica, Portugal, 2022.
CASTRO, A. L. Camargo de; SYDOW, S. T. Stalking e cyberstalking. Salvador: Editora Juspodivm, 2021.
CHAUÍ, Marilena. Brasil: mito fundador e sociedade autoritária. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2000.
CHAUÍ, Marilena. Sobre a violência. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2017.
GRAF, Paloma Machado. Circulando relacionamentos: A justiça restaurativa como instrumento de empoderamento da mulher e responsabilização do homem no enfrentamento da violência doméstica e familiar. Dissertação de Mestrado – Pós-graduação em Ciências Sociais Aplicadas, Universidade de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 2019. Disponível em: https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UEPG_9e8d1e7fb86e38bc641823ea2243241c. Acesso em 21 nov. 2025.
GRANGEIA, H.; CONDE, R.; MATOS, M. Stalking: Desenvolvimentos de uma “nova” forma de violência interpessoal. in: Promoção da saúde: da investigação à prática. SPPS editora: Lisboa, 2015.
HAUCH, D. et al. The psychological consequences of stalking. Journal of Interpersonal Violence, 2023. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10990443/. Acesso em: 28 nov. 2025.
KNOLL, James; RESNICK, Phillip J. Stalking intervention: Know the 5 stalker types, safety strategies for victims. Current Psychiatry, v. 6, n. 5, p. 31–38, May 2007.
LAGO, Andréa Carla de Moraes Pereira; CAMPANER, Maísa Bergo. Justiça restaurativa. Revista Direito & Paz, v. 2, n. 49, p. 39-55, 2023. Disponível em: https://revista.unisal.br/lo/index.php/direitoepaz/article/view/1689. Acesso em: 12 jan. 2026.
MARCUM, C.; HIGGINS, G.; RICKETTS, M. Juveniles and Cyber Stalking in the United States: An Analysis of Theoretical Predictors of Patterns of Online Perpetration. International Journal of Cyber Criminology, 2014. Disponível em: https://core.ac.uk/download/pdf/345082957.pdf. Acesso em: 05 abr. 2025.
MATOS, M.; GRANGEIA, H.; FERREIRA, C.; AZEVEDO, V. Inquérito de vitimação por Stalking: Relatório de investigação. Grupo de investigação sobre Stalking em Portugal, Escola de psicologia, Universidade do Minho, 2011. Disponível em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/31235/1/Inque%CC%81rito%20de%20vitimac%CC%A7a%CC%83o%20por%20Stalking%20co%CC%81pia.pdf. Acesso em: 18 jul. 2025.
MATOS, M.; GRANGEIA, H.; FERREIRA, C.; AZEVEDO, V. Vitimação por stalking: Preditores do medo. Análise Psicológica, Portugal, 2012. Disponível em: https://repositorium.uminho.pt/bitstream/1822/56641/1/AP_30_161-176.pdf. Acesso em 18 jul. 2025. DOI: https://doi.org/10.14417/ap.544
MATOS, M.; GRANGEIA, H.; FERREIRA, C.; AZEVEDO. Stalking: Boas práticas no apoio à vítima. Manual para profissionais. Comissão para a cidadania e igualdade de gênero, Lisboa, 2011. Disponível em: file:///C:/Users/user/OneDrive/Documentos/Cesumar/1%20PROJETO%20DE%20DISSERTA%C3%87%C3%83O/bibliografia/Stalking%20manual%20para%20profissionais.pdf. Acesso em: 31 ago. 2025.
MELOY, J. R, Stalking: the state of the Science. Criminal Behaviour and mental health, 2007. Disponível em: https://heinonline.org/HOL/LandingPage?handle=hein.journals/cbmh17&div=3&id=&page=. Acesso em: 18 jul. 2025. DOI: https://doi.org/10.1002/cbm.642
MELOY, J. Reid (ed.). The Psychology of Stalking: Clinical and Forensic Perspectives. San Diego: Academic Press, 1998. DOI: https://doi.org/10.1016/B978-012490560-3/50020-7
MUCHEMBLED, R. Uma história da violência: Do final da Idade Média aos nossos dias. Lisboa: Edições 70, 2014.
PAULO, Griele de Oliveira; MONTEIRO, Beatriz Penha; SANTOS, Luiz Márcio dos . A face obscura das redes sociais: explorando o fenômeno da pornografia de vingança e a perseguição virtual. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, [S. l.], v. 10, n. 5, p. 2733–2753, 2024. DOI: 10.51891/rease.v10i5.13971. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/13971. Acesso em: 9 out. 2025. DOI: https://doi.org/10.51891/rease.v10i5.13971
PINALS, Debra A. (ed.). Stalking: Psychiatric perspectives and practical approaches. New York: Oxford University Press, 2007. ISBN 978-0195189841. DOI: https://doi.org/10.1093/oso/9780195189841.001.0001
SAFFIOTI, Heleith Iara Bongiovani. Gênero, patriarcado, violência. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2004.
SANTOS, Cláudia Cruz. Violência doméstica e mediação penal: uma convivência possível? JULGAR, n. 12 (especial), 2010, p. 67-79. Disponível em: https://julgar.pt/wp-content/uploads/2015/10/067-079-VD-e-media%C3%A7%C3%A3o-penal.pdf. Acesso em: 22 nov. 2025.
SECCO, Márcio; DE LIMA, Elivânia Patrícia. Justiça restaurativa – problemas e perspectivas. Revista Direito e Práxis, Rio de Janeiro: Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), v. 9, n. 1, p. 443–460, 2018. DOI: 10.1590/2179-8966/2018/32715. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/revistaceaju/article/view/32715/23467 . Acesso em: 26 fev. 2026.
SHERIDAN, L. P.; GRANT, T. Is cyberstalking different? Psychology, Crime & Law, v. 13, n. 6, p. 627–640, dez. 2007. doi:10.1080/10683160701340528. DOI: https://doi.org/10.1080/10683160701340528
SIEMIENIECKA, D.; SKIBIŃSKA, M. Stalking and Cyberstalking as a Form of Violence. Proceedings of the International Scientific Conference, Volume III, 2019. Disponível em: https://journals23.rta.lv/index.php/SIE/article/view/4008/3817. Acesso em: 16 abr. 2025.
SILVA, Nathalia Lipovetsky e. A relevância do cristianismo para o conceito de dignidade humana: uma análise a partir do humanismo de Tomás de Aquino / The relevance of Christianity for the concept of human dignity: an analysis based on Thomas Aquinas’ humanism. PLURA, Revista de Estudos de Religião / PLURA, Journal for the Study of Religion, [S. l.], v. 4, n. 1, jan-jun, p. 185–212, 2013. Disponível em: https://revistaplura.emnuvens.com.br/plura/article/view/704. Acesso em: 28 nov. 2025.
SPITZBERG, B. H.; CUPACH, W. R. The Dark Side of Relationship Pursuit: From Attraction to Obsession and Stalking. Nova Jersey: Editora LEA, 2004. DOI: https://doi.org/10.4324/9781410609908
VASCONCELOS, N. G. de; MACEDO, M. N. Stalking e o novo código penal brasileiro: Desmistificando conceitos de uma problemática emergente na sociedade contemporânea. Carpe Diem: Revista Cultural e Científica do UNIFACEX. v. 13, n. 1, 2015. Disponível em: https://periodicos.unifacex.com.br/Revista/article/view/6006. Acesso em: 30 ago. 2025.
ZEHR, Howard. Trocando as lentes: um novo foco sobre o crime e a justiça. São Paulo: Palas Athena, 2008.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Andrea Carla de Moraes Pereira Lago, Verena Dias Barboza Munhoz

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Copyright (c). Boletim de Coyuntura (BOCA)
Este obra está bajo una licencia de Creative Commons Reconocimiento 4.0 Internacional.